Brasil

Polícia investiga pastor acusado de 15 estupros

Nas últimas semanas, circula nas redes sociais um vídeo de um culto da Igreja do Evangelho Quadrangular Templo dos Anjos, de Belo Horizonte, em que uma mulher invade o local aos gritos, acusando um pastor de estupro. A denúncia reacendeu o debate sobre o “abuso espiritual” e a dificuldade das igrejas em tratar do assunto.

Existem outros casos envolvendo o pastor Wilson Jorge Ferreira da Silva e pelo menos 15 mulheres o acusam de abuso sexual. Com 25 anos de ministério, Wilson foi afastado preventivamente das funções pela liderança da Quadrangular.

Após a denúncia de várias mulheres, divulgadas pelo jornal O Tempo, de Minas Gerais, a Polícia Civil abriu uma investigação. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também foi acionado.

Segundo os relatos das vítimas, a abordagem era sempre a mesma. Usando de sua condição de líder religioso, o pastor marcava uma reunião a portas fechadas ou oferecia uma carona, dizendo ter algo sério a tratar com elas. Em seguida, se aproximava das mulheres e praticava o abuso. Ele teria, inclusive, forçado a relação com uma noiva que o convidou para ser o celebrante de seu casamento.

O primeiro caso veio a público em 24 de fevereiro, quando o vídeo do culto interrompido por uma fiel com as acusações chamou atenção em diversas redes sociais. Poucos dias depois, a Polícia Civil começou a investigar o caso, após uma outra vítima formalizar a denúncia numa delegacia.

A delegada Larissa Mascote, que conduz as investigações não deu detalhes, mas confirmou parte das denúncias. Disse ainda que há outras vítimas, mas que por terem medo, não formalizaram a denúncia. O Ministério Público admitiu que existe um processo em um curso, mas corre em segredo de justiça.

O pastor já esteve à frente de diferentes igrejas nas regiões Oeste e Nordeste de BH, além de outra em Contagem, na região metropolitana. Ao ser questionada sobre tantas mudanças, a Quadrangular afirma que elas sempre ocorreram por solicitação dele.

Em nota, a Igreja do Evangelho Quadrangular de MG admite que afastou preventivamente o pastor Jorge Silva de suas atividades. Contudo, afirma nunca ter recebido denúncias de qualquer abuso envolvendo o nome de Wilson e não foi notificada oficialmente pela justiça.

Garante ainda que ele passou por diversos testes de comportamento. “O pastor apresentou todas as certidões sobre sua conduta moral, sem nada que o desabonasse, tal como exigido pelo estatuto da igreja”, afirmou o documento.

Segundo O Tempo, sete mulheres que procuraram o jornal disseram estar sendo ameaçadas pelo pastor desde que o caso se tornou público. Uma das vítimas assegura que ele também teria violado uma menina de 12 anos de idade.

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