Brasil

Damares Alves quer pena mais pesada para líderes religiosos que cometem abusos sexuais

Inspirada pela própria experiência na infância, a ministra Damares Alves quer que a lei preveja punição mais severa para os casos de abusos sexuais cometidos por lideranças religiosas.

Em todo o mundo, os relatos de casos em que padres são apontados como pedófilos, assim como pastores que cometem crimes semelhantes, chocam a sociedade. A resposta para esse tipo de situação no Brasil, se depender de Damares Alves, será o endurecimento das leis.

A afirmação foi feita durante audiência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Damares Alves usou dados do Disque 100 para pontuar que existem inúmeras denúncias contra líderes religiosos de todos os segmentos.

De acordo com informações do jornal O Globo, Damares afirmou que 11% dos casos de abusos sexuais contra crianças e mulheres envolvem líderes religiosos. “Vou fazer esse enfrentamento. Vamos enviar uma proposta em que a pena por abuso seja agravada se for cometida por um líder religioso”, declarou na CDHM.

“Quem passou pelo calvário que eu passei, sabe o que é estar no colo de um abusador”, disse a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Seu objetivo é que o Brasil “seja a melhor nação do mundo para se criar meninas”.

Ainda na sessão, Damares Alves comentou que o ministério está acompanhando o desenrolar do caso envolvendo o líder religioso João de Deus, e afirmou que esse é “o maior caso de abuso sexual do mundo”, o que configura uma “tragédia para esse país”.

Além dos abusos sexuais, Damares revelou que o Disque 100 abriu um canal para denúncias de violações de direitos humanos em alojamentos de times de futebol, depois do incêndio que matou dez jovens no Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo: “Vocês não têm ideia da quantidade de denúncias que está chegando”, alertou.

Secretaria da Família

Na cerimônia que fez um balanço dos 100 dias de governo Bolsonaro, Damares Alves destacou a criação da Secretaria da Família, chefiada pela advogada Angela Gandra, com objetivo de priorizar a formulação de políticas públicas que valorizem os núcleo familiar: “Uma Secretaria Nacional da Família. Onde a família não vai ficar de fora nas políticas públicas no Brasil”.

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